Arquivos da categoria ‘Cinema’

Pulp Fiction? Não, Pulp Disney.

Chorei de rir. A cena clássica de um dos maiores clássicos do cinema (minha opinião), dublada por nada menos que Mickey e Donald.

Via Brainstorm #9.

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Poster 3D para Jogos Mortais 7

Acaba de ser lançado o primeiro poster do sétimo filme da franquia Jogos Mortais (SAW). O filme que será lançado em outubro também aderiu ao 3D. Espere carregar e confira, vale a pena.

Via AdMe.

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Clowns

por André Modesto

ozzyHoje cedo me deparei com uma coisa um tanto engraçada. Sério: o que fazia uma foto do Ozzy Osbourne na primeira página de um jornal de interior? A matéria falava sobre o lançamento de seu livro no Brasil, intitulado Eu sou Ozzy e publicado pela editora Benvira.

Muitas histórias cercam a figura de John Michael Osbourne. Da infância difícil às mordidas em morcegos, passando pela criação do heavy metal, a parceria com outros grandes artistas, até o reality show exibido na MTV, a transformação de John em Ozzy foi também um salto da vida comum para o plano da lenda… Mas o quanto terá custado tudo isso? Não seria essa vida uma tragédia casual, com um possível – apesar de improvável – final de conto de fadas, com o reconhecimento do herói culminando em um salto definitivo para o plano do mito?

Apesar do som pesado e da atmosfera sombria, o “Príncipe das Trevas” sempre se considerou um palhaço. Seu trabalho não era outro que não divertir as pessoas. E não se enganem os que consideram isso uma banalidade. A alegria é coisa rara. E séria.

Sem comparações em termos de estilo musical, talvez haja nas terras de cá uma figura semelhante. Do início dOs Mutantes até o seu maior reconhecimento, testificado pelo recente filme Loki, Arnaldo Baptista mostra uma capacidade de trabalho com diversos motivos, que surpreende ao mesclar a dor mais profunda com um toque de humor. A primeira faixa do disco Loki é uma prova disso. Passando pelo reconhecimento das causas de sua própria dor (Venho me apegando ao passado \ em ter você ao meu lado\ Não gosto do Alice Cooper\ Onde é que está meu Rock ‘n’ Roll?), e revelando-as sem o medo do ridículo. “Eu não estou nem aí pra morte, não estou nem aí pra sorte, eu quero mais é decolar toda manhã”.

lokiposter

Arnaldo Baptista é, provavelmente, mais “malandro velho” do que “loki”, ou o Loki mitológico, mas não deixa de assustar quando mostra uma verdade, um sentimento, escancarando-os e colocando-os próximo demais de nosso rosto, e colocando a orquestra do circo para encerrar a conversa. Essa é uma amostra da sensibilidade insuportável; o sentir o pulso de todos os tempos e, diante disso, compreender-se humano.

TolkienPara encerrar minha lista de clowns, trago uma figura talvez inesperada. Sua verdadeira história de vida já se encontra em um plano de semi-lenda, transcrita por vários e vários biógrafos (ou diria romancistas?). Mas o fato é que alguma operação mágica ocorreu quando Ronald passou a ser reconhecido como J. R. R. Tolkien.

Ser picado por uma aranha na infância, a participação na I Guerra Mundial, o intenso estudo de línguas estranhas como o islandês e o anglo-saxão, a morte de amigos próximos; a vida com um único amor, imortalizado na figura de Lúthien; a convivência com os não menos lendários C. S. Lewis, Charles Williams e Owen Barfield; a devoção ao catolicismo, o amor ao seu país; tudo isso são tentativas de entender, e talvez mitificar, o homem que escreveu a obra literária de maior repercussão no século XX, O Senhor dos Anéis. O mais estranho e perturbador no caso de J. R. R. Tolkien é que ele próprio era um criador de mitos.

Um dos elementos que mais impressionam em sua obra é a capacidade de misturar o cômico e o trágico, sem, contudo, lançar-se à ironia niilista, algo muito mais em moda no seu tempo. Por causa disso, Tolkien sempre correu o risco de ser afastado do mundo adulto. Os velhos não admitem humor.

Dessas três figuras, o que mais chama a atenção é a consciência de seu papel de artista como veículo de uma alegria que talvez nem eles mesmos sentissem. A comparação óbvia e quase clichê é a figura do palhaço triste. Mas existe a arte de dominar a própria tristeza e convertê-la em algo maior. Mas algo que não é só para si, para tornar a vida suportável. É a arte de transformar a própria dor na alegria do outro; sem exigir piedade. Sem morrer no escárnio e na ironia. Sem deixar aquele gosto amargo. É um impulso constante de reconstrução sobre os escombros… não me espanta que não envelheçam.

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Post publicado anteriormente no Ideias Modestas.

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Postado em Cinema, Livros, Música

O2 Filmes lança blog para Xingu

xingu

As filmagens de Xingu, nova produção da O2 Filmes, dirigido por Cao Hamburger, começam no próximo dia 20 de julho. O filme conta a saga dos irmãos Villas-Bôas, idealizadores da reserva do Parque do Xingu, primeira terra indígena homologada pelo governo federal, em 1961, e será rodado em Palmas, em Tocantins, e no Parque.

Com a intenção de criar um canal direto com os internautas, a O2 Filmes lança hoje, 1 de julho, o blog do filme que traz novidades, histórias de bastidores, fotos e vídeos que podem ser acompanhadas através do site da produtora, no endereço http://www.o2filmes.com.br. O primeiro post do blog é um texto escrito pelo diretor do filme Cao Hamburguer, além de vídeo com entrevista do Diretor de Arte, Cassio Amarante, fotos da montagem do cenário e dos atores em reunião com a equipe de direção.

Os atores João Miguel, Felipe Camargo e Caio Blat estão confirmados nos papéis principais dos irmãos Villas-Bôas. João Miguel, que ganhou reconhecimento por seu trabalho em “Estômago”, interpretará Claudio, Felipe Camargo foi escalado para o papel de Orlando e Caio Blat faz o irmão mais novo, Leonardo.

SINOSPE:

Três irmãos decidem viver uma grande aventura. Orlando (27 anos), Cláudio (25) e Leonardo (23) Villas-Bôas alistam-se na expedição Roncador-Xingu e partem numa missão desbravadora pelo Brasil Central. A saga começa com a travessia do Rio das Mortes e logo os irmãos se tornam chefes da expedição e se envolvem na defesa dos índios e de sua cultura, registrando tudo num diário batizado de “Marcha para o Oeste”.

Numa viagem sem paralelo na história, com batalhas, 1.500 kms de picadas abertas, 1.000 kms de rios percorridos, 19 campos de pouso abertos, 43 vilas e cidades desbravadas e 14 tribos contatadas, além das mais de 200 crises de malária, os irmãos Villas-Bôas conseguem fundar o Parque Nacional do Xingu, um parque ecológico e reserva indígena que, na época, era o maior do mundo, do tamanho de um país como a Bélgica.

Na aventura, os irmãos Villas-Bôas conseguem passar pelo território Xavante, de índios corajosos e guerreiros sem nenhuma baixa de ambos os lados. Em seguida, deparam-se com os Kalapalos, os famosos e temidos que teriam matado o explorador inglês Fawcett . Mas, apesar de toda a apreensão e ao contrário do que imaginavam, os irmãos ficam amigos do grande chefe Izarari, encantando-se com a cultura e os costumes locais. Não previam ainda que ali viveriam a primeira tragédia de suas vidas: um surto de gripe, trazido por eles mesmos, quase dizima toda a aldeia.

Ao recontar a saga dos irmãos, vamos acompanhar essa grande luta pela criação do parque e pela salvação de tribos inteiras que transformaram os Villas-Bôas em heróis brasileiros.

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Lembram do Cao Hamburger? Castelo Rá-Tim-Bum lhes diz alguma coisa? :)

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Robin Hood – ou como assassinar um mito?

por André Modesto

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Certas histórias existem para satisfazer alguns dos nossos desejos mais profundos ou mesmo inconscientes, é o que dizem os estudiosos Andrés Jolles e J. R. R. Tolkien sobre os contos de fadas. Nesse tipo de narrativa podemos, vez ou outra, resgatar a nossa antiga, e mítica, ligação com a terra, falar com animais, perceber que as árvores também estão vivas, as pedras são mágicas e não são meros objetos passíveis de serem transformados e convertidos em materiais mórbidos como armas ou dinheiro.

Diante disso, notamos que um de nossos desejos que precisa ser satisfeito com maior urgência é o nosso desejo de justiça. Somente por este motivo é que os vilões são punidos no final, a mocinha se casa com o mocinho, a fome acaba e a fartura e a felicidade se instalam em um feliz para sempre definitivo, incapaz de ser manchado mesmo quando o “para sempre” é apenas “até o fim de seus dias”.

Ora, mas não seria essa satisfação de nosso desejo de justiça um dos principais motivos para que a história do famoso Robin Hood continue viva até hoje? Sem muito receio, eu diria que sim. Robin Hood é o herói ladrão que contraria boa parte das regras sociais não apenas tentando satisfazer os anseios e ajudar os mais pobres, mas, de fato, mostrando que se vive em um sistema verdadeiramente injusto. E não deixa de ser interessante que a personagem mantenha seu apelo até os dias de hoje.

Vamos, porém, recapitular quem é Robin Hood.

Há algumas variações, mas a versão mais comum é a de que ele é um nobre destituído de suas propriedades por se colocar contra o regime autoritário e de excessiva cobrança de impostos do príncipe João. Ao contrário do que comumente se pensa, ele é considerado um fora da lei não por ser um ladrão; mas sim, por estar excluído de qualquer proteção ou amparo da lei, ou seja, mesmo sendo um nobre, ele não poderia ter terras; matá-lo não seria um crime etc. Além disso, outro ponto importante, é que o nobre Robin mantém sua lealdade ao Rei Ricardo Coração de Leão, que surgirá como uma figura messiânica, pondo fim ao terror do Príncipe João e reinstaurando a ordem e a justiça no reino da Inglaterra.

Diante dessas considerações, há muito o que se questionar sobre a versão de Ridley Scott para o mito de Robin Hood, pois há mudanças não muito sutis no enredo e que o conduzem a uma manifestação ideológica no mínimo grosseira.

O filme começa exatamente com a morte do Rei Ricardo, eliminando logo de cara um dos principais elementos do mito. O Robin de Scott é uma personagem misteriosa, incerta sobre suas origens e que posteriormente se descobre filho de um artesão (um pedreiro), algo do que poderia ser a classe média na Inglaterra daquele tempo. Entre andanças, aventuras e tensões, um dos momentos cruciais do filme se dá quando um grande grupo de nobres pressiona o então Rei João a assinar uma carta, idealizada pelo pai de Robin, uma espécie de constituição. Bom, não vamos contar o final do filme…

Contudo, fica bem clara a substituição de um senso de justiça por um senso de direito, que nem sempre implica em justiça, e pode vir a ser a principal justificativa para abusos e exploração contra os mais pobres.

Embora tenha destruído o mito e transformado Robin Hood apenas em uma figura romântica que salva alguns de seus companheiros e Marion, sua esposa; há ainda algumas qualidades no filme. Em primeiro lugar, citaria a atuação de Cate Blanchett, que sabe ser imponente, majestosa e ainda manter uma simplicidade camponesa; dura e sensual; forte sem ser rude. Além disso, há a trilha sonora, que recupera alguns elementos da música medieval e traz à cena uma série de instrumentos exóticos, que já não são mais vistos com frequência.

Considerando ainda que essa versão da história de Robin Hood termina com a frase “E assim começa a lenda”, não podemos deixar de ficar curiosos sobre como se desenvolveria o enredo. Com o Rei Ricardo morto só me é possível conceber três possibilidades: Independência Norte Americana, Revolução Francesa ou Revolução Russa.

E aí, alguém adivinha? Jeitinho fácil de trocar “Deus abençoe a rainha” por “Deus salve a América”, hein?

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A Onda (Die Welle – 2008)

por Diego C. Oliva

Sinopse: Quando Rainer Wegner, um professor popular de uma escola de 2º grau, decide ensinar autocracia como parte dos projetos escolares, percebe o desinteresse de seus alunos adolescentes com relação ao estudo do fascismo. Eles não querem mais ouvir falar do 3º Reich ou de Nazismo. Rainer então decide levar a diante uma experiência nada ortodoxa para ilustrar a teoria do fascismo, junto a seus alunos.

E aí vai uma sugestão de filme imperdível: A Onda (Die Welle). O Filme alemão traz uma crítica e uma reflexão profundas e que não devem deixar a pauta, apesar de parecerem um tanto quanto repetitivas ou desnecessárias para alguns.

O filme começa durante uma semana de projetos numa escola alemã onde o professor se vê forçado a dar um curso sobre Autocracia (exatamente como aquela famosa implantada por Hitler). Logo no primeiro contato com a turma os alunos se sentem desmotivados a estudar mais uma vez o Terceiro Reich e alegam que uma experiência como aquela jamais se repetiria novamente, e é a partir daí que a coisa pega.

Buscando uma aula mais dinâmica o professor resolve fazer uma experiência sociológica e implantar um regime autocrático em sala de aula durante aquela semana. O que ele não contava era como as coisas começariam a sair do controle.

A partir daqui é melhor eu parar de contar o filme e você mesmo assistir e ver no que dá essa experiência que demonstra como não apenas seria possível uma nova experiência autocrática, mas também como ela pode ser facilmente implantada, muitas vezes sem que o próprio líder seja capaz de perceber as consequencias de seus atos até ser diretamente questionado.

A experiência autocrática e fascista avança como uma histeria coletiva tomando rapidamente proporções gigantescas, conquistando corpos e esvaziando mentes, pois é isso que vemos no filme.

Uma coisa que choca é o letreiro no começo: “Baseado em fatos reais”. Depois do fenômeno Bruxa de Blair essas palavras perderam um pouco de credibilidade e por isso resolvi confirmar a história antes de falar bobagem por aqui, e por incrível que pareça esse realmente é baseado em fatos reais, mas não na Alemanha, foi nos Estados Unidos. O tal curso de Autocracia foi ministrado pelo professor Ron James e virou livro e também um curta-metragem para a televisão chamado The Wave.

A experiência é exatamente a mesma do filme alemão, com a diferença de que o movimento Die Welle era na verdade The Third Wave (A Terceira Onda em inglês).

O que temos nos dois exemplos (que na verdade são apenas um) é um caso claro de condicionamento e de lavagem cerebral, algo que sabemos que existe mas que parece estar tão distante de nós. O que não é verdade. O tempo inteiro somos vítimas de um pensamento padrozinado, principalmente pela força da mídia, que molda, inclusive, o nosso olhar. Um dia as mulheres bonitas eram as obesas, hoje o padrão de beleza está nas mulheres magras, ou seja, a nossa visão é condicionada a enxergar o belo através de um discurso global.

Assim também funciona os movimentos de massa, cujos crimes são justificados por algo maior e as pessoas acabam por se isentar das responsabilidades da vida.

Uma vez, Hannah Arendt, filósofa alemã e judia, estava presente no julgamento de um do nazista sobrevivente da Segunda Guerra, que ao ser questionado sobre o porquê que ele participou daquelas barbáries respondeu que ele só estava cumprindo ordens. A filósofa proferiu então uma frase que pra mim retrata fielmente não apenas o nazismo mas qualquer movimento autocrático e manipulação de massas: “o nazismo é o maior caso de histeria coletiva da história. Afinal, a tortura, a crueldade e o assassinato podem explicar sua existência simplesmente através de uma obediência cega? Será que ninguém se recusaria a cumprir ordens que atentassem contra a vida humana?”

É exatamente essa a questão que esse filme traz à tona e demonstra com uma linguagem clara e profunda, e com uma qualidade técnica excelente.

Não deixe de assistir.

diewelle

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O Skate Voador de “De Volta para o Futuro II”

Lembra da trilogia “De Volta para o Futuro”? Já falamos um pouco dela aqui. Pois é, em uma exposição dedicada ao filme, o artista francês Nils Guadagnin criou um réplica do skate voador que aparece no segundo filme da série. Até aí tudo bastante normal, se o skate não flutuasse de verdade. Ele possui um sistema eletromagnético estabilizado por lasers. Só tenho um comentário: Eu preciso de um desses!

Vi aqui.

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Capitalismo: Uma história de amor

por Diego C. Oliva

Sinopse: O novo documentário de Michael Moore explora uma questão tabu: Qual o preço que os EUA pagam por seu capitalismo? Há alguns anos, esse amor parecia muito inocente. Hoje, porém, o sonho americano parece mais um pesadelo quando famílias pagam o preço com seus empregos, casas e economias. Moore entra em lares de pessoas comuns cujas vidas viraram de cabeça para baixo; e parte para procurar por respostas em Washington e em toda parte. Ele encontra os sintomas característicos do fim de um caso de amor: mentiras, abusos, traição… e 14 mil empregos perdidos por dia.

Mais um documentário que vai para a lista dos imperdíveis, e não poderia ser diferente, afinal estou falando do mais recente trabalho do cineasta Michael Moore, o filme Capitalismo: Uma História de Amor.

O título é bastante significativo, já que nesse documentário Moore vai se questionar quanto aos valores do capitalismo, o que é o capitalismo americano (leia-se estadunidense) e o porque desse amor incondicional pelo consumismo e pela ilusória possibilidade de ascensão. Sim, ilusória, como fica bem claro durante o filme!

Por um certo período de tempo, especialmente nos primeiros anos do pós-guerra, a ascensão era sim possível e até que não era dificil, mas isso era porque os maiores mercados concorrentes dos EUA estavam devastados pela guerra. Era fácil ser o melhor quando se era o único!

Mas com a recuperação da Europa e do Japão as coisas começaram a ficar mais complicadas para os nosso amigos do Norte e os tempos de vacas gordas começaram a ficar para trás.

Nos anos mais recentes pudemos acompanhar a crise econômica e financeira que caiu sobre os EUA iniciada no setor imobiliário do país, como eu já falei por aqui em um dos artigos da coluna Consciência Inconstante. Pois bem, é nesse ponto que Michael Moore amarra sua argumentação, buscando demonstrar os reflexos da crise para a classe média trabalhadora nos EUA e para os grandes bancos de Wall Street, mostrando as mais deslavadas falcatruas e trambiques que ocorreram por lá, desde os motivos da crise, os despejos de cidadãos e o pacote de salvamente dos bancos de mais de US$ 700 bilhões (nem sei quantos zeros vai nisso!).

Michael Moore quer o dinheiro do povo de volta, onde foram parar esses US$ 700 bilhões? Como foram gastos? Se esse dinheiro foi liberado para salvar os bancos porque não salvar os cidadãos que estão sendo despedidos de seus empregos, despejados de suas casas e desprovidos de seus direitos!

O filme é considerado por alguns como o mais crítico e polêmico da carreira desse grande cineasta e não podia deixar de ser, como o próprio autor diz, ele está cansado e clama por uma manifestação, ele incentiva o povo a se mover, a mostrar que tem força, que a opinião dos 1% mais ricos do país não é capaz de suprimir os outros 99%!

Por mais que eu escreva aqui e narre o filme todo não farei jus ao documentário e aos dados que Moore apresenta, as imagens que sensibilizam e revoltam e à qualidade que os filmes desse autor sempre trazem, fica a sugestão, não deixem de assistir, vale muito a pena!

A única ressalva que eu faria é que faltou uma crítica ao presidente Obama, que acabou mudando o discurso de “Yes, we can!” (Sim, nós podemos!) para “If, and only if…” (Se, e apenas se…), mas tudo bem, afinal o docmentário estreou em outubro de 2009 e a decepção com as palavras de Obama foi só em 2010.

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Quer trabalhar na Pixar?

Se você pensa, um dia, em trabalhar nos estúdios da Pixar, olha só o que te espera.  Saca só a mesa de sinuca.

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Vi aqui.

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Filmes que marcaram uma geração

Essa é uma lista dos Top 20 Filmes que marcaram a minha infância. Claro que ainda tem vários outros, mas resolvi colocar esses 20 justamente pra gerar discussão, afinal, listas são sempre polêmicas. Você concorda com eles? Não? Então comente e faça também a sua lista.

filmes

Os Goonies

Talvez o filme que melhor represente o termo “Sessão da Tarde”. Cheio de aventura, suspense, emoção, bandidos, mocinhos, criaturas estranhas, piratas e um final feliz. Como não se emocionar com a amizade entre Gordo e Sloth ou com o primeiro beijo do Mickey (que não é o Mouse). Sendo um filme do Spielberg merece e muito começar essa lista.

Curtindo a vida adoidado

Com certeza Ferris e seus amigos também mereciam começar essa lista, mas, na minha opinião, Goonies é Goonies. E se você não dançou ao som de Twist and Shout dos Beatles cantado por Ferris Bueller, sinto lhe informar, mas você não teve infância. E pra completar, só mais uma coisinha: SAVE FERRIS! \o/

De Volta Para o Futuro

Hum… deixa eu pensar. Ah tá! outro do Spielberg. Acho que quase todo mundo concorda que o primeiro filme da trilogia é o melhor de todos, porém, o mais genial é como todos eles se completam. PS: Eu quero um tênis que amarra sozinho.

Jamaica Abaixo de Zero

Uma equipe jamaicana de bobsled? Isso mesmo. Jamaica Abaixo de Zero é engraçado e emocionante ao mesmo tempo. E o Sanka com seu ovo da sorte? Impagável!

Namorada de Aluguel

O Dr. Bonitão Dérik Shepard, da série Grey´s Anatomy, já fazia sucesso muito antes de vestir o jaleco branco. Se eu me lembro bem, ele paga para a garota mais popular da escola para namorar com ele. Imagina no que deu.

E.T. – O Extraterrestre

Mais um do Spielberg, dessa vez um clássico. Lembro que bem no começo do filme aparecia uma cena em que os garotos estavam jogando Asteróides do Atari e um deles comentava o seu recorde no jogo. A motivação minha e dos meus amigos era bater o tal recorde do filme do E.T.

Os Trapalhões e o Rei do Futebol

Tinha que ter um dos Trapalhões nessa lista, apesar de não poder nem ver o Didi na minha frente hoje em dia, o que eles fizeram enquanto Trapalhões merece muito respeito. E também tem mais um detalhe, esse foi o primeiro filme que eu fui assistir em um cinema. Bons tempos!

História Sem Fim

Baseado em um livro de mesmo nome, o filme mostra a história de Bastian e sua incrível viagem pelas páginas de um livro. Lembra do Falco (Falco? No livro é Fuchur)? Pois é, eu tive um daqueles em miniatura e ele se chamava Boomer (cachorro do meu irmão da raça Cocker Spaniel).

Karate Kid

Daniel “San” La Russo foi ídolo de muito moleque daquela época. O pupilo do Sr. Miyagi apanhou e bateu em muita gente. Vai dizer que você nunca fez aquela posição idiota (como um gafanhoto) para intimidar algum amigo? O quarto filme da série eu não assisti, dizem que é ruim (é um filme com a mesma atriz de Menina de Ouro). E logo mais sai um remake com Jack Chan e o filho do Will Smith.

A Lagoa Azul

Todo moleque que se preze adora esse filme e eu não tenho que dizer o porquê, tenho?

Indiana Jones

Tirando o quarto filme da série que eu, particularmente, não gostei muito, os três primeiros filmes do historiador Indiana são foras de série. O que eu mais gostei foi o terceiro “A Última Cruzada”, os três desafios no final são show de bola.

O Voo do Navegador

Esse é outro que eu não sei se todo mundo vai se lembrar. Trata-se da história de um garoto “sequestrado” por uma nave espacial que recolhe espécimes de vários planetas para análise. O mais legal é que quando ele volta pra casa, todos envelheceram menos ele. Outro clássico do Cinema em Casa – SBT.

Nerds

Lambda! Lambda! Lambda! Animal.

Porky´s

Putz! Porky´s é foda demais. Sem mais comentários.

Superman

A série de filmes com Christopher Reeve é memorável. Kal-El, filho de Jor-El, salvou o mundo incontáveis vezes e, no final, ainda ficou com a Lois Laine.

Rocky e Rambo

Silvester Stalone distribuiu socos e balas nas duas sequências que fizeram ele ser quem é hoje. Suas atuações são tão brilhantes que a gente só consegue diferenciar um do outro por conta da metralhadora nas mãos, característica do Rambo.

Esqueceram de Mim

Que atire a primeira pedra aquele que nunca quis ser o Kevin, personagem vivido por Macaulin Calkin nos dois primeiros filmes da série. Os Bandidos Molhados se deram mal quando se encontraram com o garoto.

Quero Ser Grande

Tom Hanks, no começo da carreira, protagoniza a versão adulta de um garoto que faz um desejo a uma máquina para se tornar grande. Quando seu desejo é realizado ele se deparada com as responsabilidades da vida de um adulto e as encara com a mente de uma criança. PS. Eu quero um ap. igual ao dele, com fliperama e cama elástica. J

Férias Frustradas

Isso sim é comédia de verdade. Adam Sandler e os mais novos que me perdoem, mas Chevy Chase é impagável. Levar a tia morta no bagageiro do carro foi demais.

Update: Como o leitor Rudá alertou, o filme De Volta Para o Futuro é do Robert Zemeckis. :)

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