Arquivos da categoria ‘Quadrilândia’
Quadrilândia | Tendinite
por Tiago Pereira

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Quadrilândia | As buchas da Evolução
por Junião

Sim, os texto foram datilografados.
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Quadrilândia – GPS Social
por Junião
Você sabe exatamente a qual classe social pertence? Esse GPS vai ajudar na auto localização sincera. Leia com atenção os quadrinhos a seguir e ajuste-se. Desça um pouco na escala a cada resposta SIM.
1. Na sua casa ou na de algum parente os restos de leitoa do ano novo continuam voltando para a mesa até o carnaval, tornando assadeiras reais sarcófagos?

2. O seu casamento ou o de algum parente já terminou em pancadaria feia generalizada, com direito a desmaios de tias gordas de fora?

3. Alguns lugares verdadeiramente não são para o seu bico magro, muito menos para sua sempre minguada carteira?

4. Alguma festa sua ou de um parente qualquer já culminou em diarréia coletiva brava e show de vômito, decorrentes de maionese podre de boca de porco?

5. Você ou algum parente seu regularmente ghincha os amigos bicicleteiros com o carro, independentemente de qual seja o estúpido motivo?

6. Você ou algum parente seu vive carregando com o coitado do carro cargas absurdas e muito desproporcionais, como se o veículo fosse uma formigona?

7. Mesmo sem ninguém perguntar você sempre berra em bares desconhecidos que seu fusquinha bombardeado não tem preço e que não o troca por nada?

8. Você ou algum parente seu safadamente já se livrou de uma indesejada ninhada de gatinhos, soltando os fofinhos em casas alheias?

Pronto! Agora reenquadre-se de acordo com os SIM.
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Quadrilândia – De pai pra filho #2
por Tiago Pereira

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Quadrilândia – Conflito de gerações
por Junião

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Quadrilândia – Pais separados, perguntas indigestas…
por Junião
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Parte I: A mãe (normal)

Parte II: O pai (maluco)

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Maurício de Sousa – 50 anos
Todo mundo sabe que o mestre Maurício de Sousa está completando geniais 50 anos de carreira, certo? Bom, agora você já está sabendo. O mais legal disso tudo é que fizeram uma coletânea com vários artistas com suas próprias visões e traços da turminha. Dois grandes artistas que eu conheço foram convidados para fazer parte dessa homenagem, o Gilmar e o Lucas. Claro que eu não sou nenhum artista, mas o Maurício sempre foi uma inspiração pra mim e por isso resolvi, eu também, “participar” dessa festa. O que acharam?

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Quadrilândia – De pai pra filho

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Fala Aí! Gilmar
Entrevistamos o Gilmar! \o/

1. Diga seu nome, origem, apelido, signo, idade, tamanho do pé esquerdo e o que mais quiser, enfim, fale um pouco de você e da sua história.
R. Gilmar Machado Barbosa, cognome: Gilmar sem Mendes e sem TV Colosso por favor, meu pé esquerdo tem 40 cm, o direito um cm a mais, idade? O que é isso?
Bom, trabalhei em fábrica de porcelana, um pó do “caraleo”, desenhava nas paredes brancas, saí e fui desenhar em jornais sindicais onde trabalhei por 10 anos nos bons tempos do sindicalismo, quando os trabalhadores metalúrgicos iam para as ruas lutar por melhores condições de trabalho em São Bernardo do Campo, sim, fiquei preso por cinco horas por portar material subversivo. Bom, em seguida entrei para a chamada grande imprensa.
2. Você tem algum outro projeto paralelo aos desenhos?
R. Não, isso já ocupa grande parte da minha vida diária, mas gostaria de agregar valor ao desenho fazendo animações.
3. Você cursou alguma faculdade relacionada às artes?
R. Mantenho a tradição dos cartunistas optando pelo autodidatismo.
4. Como é um dia normal de trabalho pra você? E como seria um dia perfeito de trabalho na sua visão?
R. Posso dizer que as segundas-feiras são improdutivas, passo mais tempo olhando para o papel em branco do que nos outros dias da semana, isso porque o cérebro precisa de um reaquecimento. É como um motor que tem que pegar no tranco. Costumo anotar idéias numa prancheta e depois, na hora da finalização, dou uma peneirada. Um dia perfeito seria num quiosque à beira de uma piscina tomando uma gelada e finalizando desenhos que surgiriam num simples “click” cerebral.
5. Você usa Tablet? Qual modelo?
R. Até tentei, mas não consegui me adaptar a tablet, me faltou paciência pro negócio, estranho, muito sensível, a minha mão está acostumada aos traços grosseiros.
6. Boteco ou Escritório? Justifique sua resposta.
R. Escritório depois boteco, tem que ter uma disciplina no trabalho. Cartunista já tem fama de porra loca e irresponsável e os editores ficam com a pulga atrás da orelha, existe uma logística que depende de você. Devemos ter um comprometimento profissional, cumprir as tarefas diárias.
7. As tiras da sessão “OCRE - Não recomendável para pessoas românticas” são inspiradas em alguém especial?
R. Sim, acho que tá na cara esquisita, não? Essas tiras foram premiadas no Salão de Humor de Piracicaba e em seguida continuei fazendo porque a matéria prima estava abundante no meu dia a dia. São tiras mais picantes diferentes do que já fiz por aí sempre pautado.
8. Qual é o seu maior orgulho na carreira?
R. Publicar livro e ganhar prêmio eram sonhos então talvez isso, mas uma coisa significante na profissão de cartunista ou desenhista de humor gráfico é viver do próprio trabalho, falo isso porque muitos bons cartunistas acabaram migrando para outras atividades para conseguir pagar as contas.
9. Lápis ou caneta?
R. Lapiseira.
10. Duas coisas que o brasileiro adora discutir são a Política e o Futebol. Qual é a sua opinião sobre esses assuntos em termos de Brasil?
R. Cartunista no Brasil é privilegiado, muitas vezes as piadas já vêm prontas, é só botar no papel, tanto no futebol quanto na política. É uma verdadeira comédia nacional.
11. PC ou MAC?
R. Pecê, fuscão, pau pra toda obra.
12. Colorido ou PB?
R. Ocre, cores pasteis.
13. Como um evento como a Copa do Mundo inspira suas criações?
R. Digamos que ficamos com o feeling afiado, não precisa ficar aquecendo antes de criar, tá tudo ali quente para ser trabalhado, não só Copa como qualquer assunto de relevância nacional.
14. Gostaria que você nos recomendasse um livro, um filme e um lugar.
R. Qualquer livro desde que te traga conhecimentos novos, qualquer filme desde que imagine sua vida nele e um lugar desde que saia do ambiente comum.
15. Você tem algum ídolo, brasileiro ou estrangeiro, nos quadrinhos?
R. Meus ídolos são os cronistas do humor gráfico nacional dos anos 80 que falam a minha linguagem e que me inspiram até hoje. Falo obviamente de Laerte, Angeli, Fernando Gonsales e Glauco, lamentavelmente morto nesta semana. Fernandes, meu sócio, que é um artista polivalente, que atua em vários segmentos, e que o Brasil precisaria conhecer melhor. Um cara fora do país que admiro muito é o espanhol Miguelanxo Prado.
16. Você acredita que a evolução do desenho são os pixels ou o papel é insubstituível?
R. Acho que o papel ainda tem vida longa por aqui.
17. Quem e quais são suas referências?
R. Google.
18. Além do seu blog (http://gilmaronline.zip.net) você é uma grande fã do Twitter. Quando essas ferramentas começaram a fazer parte do seu dia a dia e qual a importância delas na sua relação com seus fãs?
R. Feedback imediato. Tentei fazer isso com o blog, por isso a idéia “GilmarOnline” mas o Twitter resolve melhor essa questão, é quase um contato “diretoaomesmotempoagora” com o leitor ou seguidor.

E pra finalizar, as duas perguntas que não poderiam faltar:
19. Que conselho ou dica você dá para aqueles que estão começando a rabiscar alguma coisa e pensa um dia em viver disso?
R. Não vá tentar uma publicação direto na Folha. Tudo é uma questão de degraus que tem que ser percorridos um por um no seu tempo.
20. Afinal, porque todo mundo tem medo do Gilmar?
R. Búú!!
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Bom, acho que não poderia começar de uma maneira melhor. Obrigado Gilmar pela oportunidade e pela paciência com a gente, saiba que o Papos&Goles está aberto pra você. Grande abraço!
Postado em Fala Aí!, Quadrilândia
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agosto 31st, 2010
Tiago Pereira








