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21ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo
por Carolina Ribeiro e Diego Coletti Oliva
Nos dias 12 a 22 de agosto rolou em São Paulo a 21ª Bienal Internacional do Livro, o palco de encontro das principais editoras, livrarias e distribuidoras de livros do país, um evento que atrai crianças, jovens e adultos, não apenas pelos livros, mas também pela programação cultural do evento, com palestras e autógrafos de grandes nomes da literatura nacional e internacional. E nós do Espaço CULT (Diego e Carol) também estivemos por lá para conferir esse evento!
Depois de uma longa fila no terminal Tietê para poder ir até o Anhembi “for free”, finalmente chegamos ao local do evento e encontramos um espaço grandioso, dividido em diversos e extensos corredores com muito espaço para os stands das livrarias e editoras, e apesar da quantidade de gente aglomerada nas bancas de livros a R$5,00 a organização estava excelente. Com relação ao espaço podemos ressaltar apenas que a praça de alimentação era muito pequena com poucas cadeiras e mesas e poucas opções de refeições (e todas muito caras!).

A primeira vontade que se tem ao entrar naquela imensidão cheia de livros é de olhar tudo e não perder nada, contudo logo você percebe que muitas coisas ali não te interessam tanto, graças à variedade de estilos que você pode encontrar, tem praticamente de tudo. O primeiro corredor que nos embrenhamos era de livros religiosos, coisa que não nos apetece muito, mas tinham livros de todas as religiões.
Mas foi a partir do segundo corredor que as coisas começaram a ficar realmente interessantes e fomos notando como o evento era imenso. Com um pouco de paciência (e resistência física) você pode encontrar livros sobre o que quiser, passamos por Filosofia, Direito, Clássicos e Lançamentos da Literatura, Quadrinhos e Graphic Novels, livros de Culinária, Fotografia e Histórias Infantis, enfim, de tudo mesmo!
O mais interessante (além dos livros) é ver os stands decorados. Claro que as decorações demonstravam o poder de cada editora, assim como o tamanho do stand, mas alguns eram mágicos, como o stand da Panini que tinha o Homem de Ferro em tamanho real, o Bat-móvel, e a Turma da Mônica também estava por lá. Dá uma sensação de entrarmos em um mundo de fantasia, muito diferente de ir às livrarias ou comprar on-line.
Uma coisa muito presente em todo percurso foi a propaganda intensa feita dos E-books (os famosos livros digitalizados) que por alguns são defendidos como a nova geração da leitura e substitutos dos bons e velhos livros de papel e por outros são acusados de serem a grande ameaça do comércio e do lançamento de livros.
Outra coisa que foi bem presente no nosso caminho (e bem mala por sinal!) foram as revistas caçando assinaturas, qualquer um que passasse em frente aos stands das editoras Globo ou Abril era imediatamente abordado por um vendedor disposto a conseguir que você assinasse uma (ou mais) de suas revistas sem ao menos perceber o que estava acontecendo, e nessas abordagens você acaba sendo rotulado nos mais variados estereótipos.
Descobrimos por exemplo que a Carol tem cara de professora, e que para minha vergonha eterna, eu tenho cara de leitor da Veja! (putz!). Mas claro que esses estereótipos não foram dominantes porque logo depois vieram oferecer à Carol para assinar Casa&Construção e Claúdia, então descobrimos que o intuito era só vender à qualquer custo mesmo, nada pessoal!
A diversidade de pessoas em um evento dessa grandiosidade é sempre interessante, estilos diferentes em busca de um único objetivo: a leitura.
As crianças sempre me impressionam muito, pois eu quando era pequena amava livros e ver uma nova geração se empolgando com isso é muito valioso, pois o interesse pela leitura deve ser cultivado desde cedo, então a Bienal proporciona a uma nova geração estar em contato com toda a magia do lugar.
E além das milhares de pessoas em busca de um bom livro o dia que passamos lá também contou com a presença de convidados ilustres distribuindo autógrafos e tirando fotos, como John Boyne, autor de “O Menino do Pijama Listrado”, lançando o livro “O palácio de Inverno”; Jostein Gaader, autor de “O Mundo de Sofia”, lançando também seu novo livro “Castelo nos Pirineus”; e o brasileiro Raphael Drakon, autor da trilogia “Dragões de Éter” que contou até com cosplayers andando pela bienal vestidos como guerreiros medievais.
Infelizmente não pegamos nenhum autógrafo, nem conseguimos ver toda a Bienal, no final da noite já estávamos cansados, famintos e cheios de dores nos pés e nas pernas e ainda estávamos na metade do caminho, mas valeu a pena! A Carol até tirou uma foto com o Hugh Laurie (pelo menos com o cartaz dele!) Só nos resta agora ir com mais tempo, e quem sabe em dois dias, no ano que vem!

Ah, e como não podia deixar de ser também compramos alguns “souvenirs”: pra mim “História do Medo no Ocidente” de Jean Delumeau, e para a Carol “Problemas de Gênero” de Judith Butler e “Cidade do Sol” de Khaled Housseini, o mesmo autor de “O Caçador de Pipas”.
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Postado anteriormente no Espaço Cult, bem aqui.
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Clowns
por André Modesto
Hoje cedo me deparei com uma coisa um tanto engraçada. Sério: o que fazia uma foto do Ozzy Osbourne na primeira página de um jornal de interior? A matéria falava sobre o lançamento de seu livro no Brasil, intitulado Eu sou Ozzy e publicado pela editora Benvira.
Muitas histórias cercam a figura de John Michael Osbourne. Da infância difícil às mordidas em morcegos, passando pela criação do heavy metal, a parceria com outros grandes artistas, até o reality show exibido na MTV, a transformação de John em Ozzy foi também um salto da vida comum para o plano da lenda… Mas o quanto terá custado tudo isso? Não seria essa vida uma tragédia casual, com um possível – apesar de improvável – final de conto de fadas, com o reconhecimento do herói culminando em um salto definitivo para o plano do mito?
Apesar do som pesado e da atmosfera sombria, o “Príncipe das Trevas” sempre se considerou um palhaço. Seu trabalho não era outro que não divertir as pessoas. E não se enganem os que consideram isso uma banalidade. A alegria é coisa rara. E séria.
Sem comparações em termos de estilo musical, talvez haja nas terras de cá uma figura semelhante. Do início dOs Mutantes até o seu maior reconhecimento, testificado pelo recente filme Loki, Arnaldo Baptista mostra uma capacidade de trabalho com diversos motivos, que surpreende ao mesclar a dor mais profunda com um toque de humor. A primeira faixa do disco Loki é uma prova disso. Passando pelo reconhecimento das causas de sua própria dor (Venho me apegando ao passado \ em ter você ao meu lado\ Não gosto do Alice Cooper\ Onde é que está meu Rock ‘n’ Roll?), e revelando-as sem o medo do ridículo. “Eu não estou nem aí pra morte, não estou nem aí pra sorte, eu quero mais é decolar toda manhã”.

Arnaldo Baptista é, provavelmente, mais “malandro velho” do que “loki”, ou o Loki mitológico, mas não deixa de assustar quando mostra uma verdade, um sentimento, escancarando-os e colocando-os próximo demais de nosso rosto, e colocando a orquestra do circo para encerrar a conversa. Essa é uma amostra da sensibilidade insuportável; o sentir o pulso de todos os tempos e, diante disso, compreender-se humano.
Para encerrar minha lista de clowns, trago uma figura talvez inesperada. Sua verdadeira história de vida já se encontra em um plano de semi-lenda, transcrita por vários e vários biógrafos (ou diria romancistas?). Mas o fato é que alguma operação mágica ocorreu quando Ronald passou a ser reconhecido como J. R. R. Tolkien.
Ser picado por uma aranha na infância, a participação na I Guerra Mundial, o intenso estudo de línguas estranhas como o islandês e o anglo-saxão, a morte de amigos próximos; a vida com um único amor, imortalizado na figura de Lúthien; a convivência com os não menos lendários C. S. Lewis, Charles Williams e Owen Barfield; a devoção ao catolicismo, o amor ao seu país; tudo isso são tentativas de entender, e talvez mitificar, o homem que escreveu a obra literária de maior repercussão no século XX, O Senhor dos Anéis. O mais estranho e perturbador no caso de J. R. R. Tolkien é que ele próprio era um criador de mitos.
Um dos elementos que mais impressionam em sua obra é a capacidade de misturar o cômico e o trágico, sem, contudo, lançar-se à ironia niilista, algo muito mais em moda no seu tempo. Por causa disso, Tolkien sempre correu o risco de ser afastado do mundo adulto. Os velhos não admitem humor.
Dessas três figuras, o que mais chama a atenção é a consciência de seu papel de artista como veículo de uma alegria que talvez nem eles mesmos sentissem. A comparação óbvia e quase clichê é a figura do palhaço triste. Mas existe a arte de dominar a própria tristeza e convertê-la em algo maior. Mas algo que não é só para si, para tornar a vida suportável. É a arte de transformar a própria dor na alegria do outro; sem exigir piedade. Sem morrer no escárnio e na ironia. Sem deixar aquele gosto amargo. É um impulso constante de reconstrução sobre os escombros… não me espanta que não envelheçam.
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Post publicado anteriormente no Ideias Modestas.
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A Cabana

Apresentar Deus como uma figura totalmente ao avesso daquela imagem clássica de um senhor de barba e cabelos brancos é apenas um dos bons motivos para você ler A Cabana – de William P. Young. O livro conta a história de Mack e sua família que em determinado momento da história se deparam com uma Grande Tristeza. O livro é envolvente e tem uma leitura bastante agradável, quer você acredite ou não em Deus ou em algo superior, fica aí a dica.

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Tags: A Cabana, Livros, William P. Young
A Maldição das Moedas

“Não são poucos os casos em que o Demônio e o Dinheiro têm muito mais em comum que somente a simples letra D no início dos seus nomes”… Essa é a história de um desses casos. A triste história de um jovem ambicioso e irremediavelmente inconformado com sua situação miserável que, por e com absoluta convicção, atraiu para si o mau personificado como aliado rumo a tão desejada fortuna. E após uma jornada repleta de vitórias banhadas com maldades e de muito ouro sujo com sangue acumulado, percebeu, já no leito de morte, que o verdadeiro resultado final fora somente a inquisição particular da sua própria alma. O dinheiro em si não condena ninguém. São os nojentos e obscuros caminhos livremente escolhidos para se chegar até ele e, principalmente, as formas como se faz uso do mesmo após a conquista, que transformam homens em Demônios. Todos nós temos a opção de sermos maus ou bons. Todos, tanto os ricos quanto os pobres. Basta escolher e, ao fim da jornada, arcar com os infalíveis merecimentos do livre arbítrio…
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Achou interessante? Então corra até o site da Giz Editorial e adquira o seu “A Maldição das Moedas“, do nosso colaborador Junião, por apenas R$ 26,00.
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Tags: A Maldição das Moedas, Junião, literatura, Livros
No ar…

A partir de hoje entra no ar o Papos&Goles, o mais novo blog afim de levar até você, leitor, mais divertimento, informação e cultura.
Depois de dois anos e meio com o blog SeuModesto e posteriormente também com o Quadrilândia, ambos com domínio blogspot, resolvi juntar tudo em uma coisa só, comprei um domínio e chamei uma galera antenada pra ajudar. Clique aqui e conheça cada um desses colaboradores.
Como não sou programador, encontrei diversas dificuldades para customizar um template pronto e deixá-lo com a cara do Papos&Goles. O mais legal disso foi descobrir o tanto de gente bacana e interessada em dar uma força que a gente pode encontrar na internet, gente de outras cidades e com quem eu nunca havia falado antes. Gostaria de agradecer e deixar um forte abraço ao Elizeu Oliveira (@elizeusoliveira) e ao Pedro Adami do (http://autoclube.blog.br), dois novos amigos que foram muito úteis para que esse blog estivesse no ar hoje. Vocês perceberão que o blog ainda está com alguns bugs, principalmente com alguns plugins e com o feed, mas isso a gente resolve com o tempo (espero).
Mas vamos falar um pouco mais do Papos&Goles. A ideia, de início, é manter o foco do SeuModesto, ou seja, abordar assuntos como Propaganda, Arte, Música, Cinema, Livros além de textos de autoria dos próprios colaboradores. A novidade fica por conta das seções “Fala Aí!” e “Quadrilândia” (que se juntou a esse blog). Em “Fala Aí!”, apresentaremos diversos bate-papos, em forma de pequenas entrevistas, com muita gente boa. E pra começar com força total, convidamos o cartunista Gilmar pra estrear essa novidade.
Gilmar já está com as perguntas e muito em breve elas estarão aqui pra vocês conferirem. Vale à pena aguardar e poder conhecer um pouco mais deste grande artista brasileiro. Além do Gilmar, nomes como Paulão, vocalista das Velhas Virgens e Lucas Lima, cartunista de Araraquara/SP, já confirmaram presença no “Fala Aí!”. Então tratem de mandar suas perguntas, quem sabe ela não é selecionada.
Por fim, eu gostaria de agradecer a todos os colaboradores e leitores que eu tenho certeza, farão desse blog uma referência. Não deixem de comentar em nossos posts, saber o que vocês estão achando é muito importante.
Divirtam-se!
Tiago Pereira
Postado em Arte, Cinema, Diversos, Fala Aí!, Livros, Música, Propaganda, Quadrilândia, Textos
Tags: 1º Post

setembro 3rd, 2010
Tiago Pereira







