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A evolução capilar do Beatles
De acordo com esse gráfico, com o passar dos anos, os meninos de Liverpool ficaram mais cabeludos e cabeçudos. ”/

Via Gordo Nerd.
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Clowns
por André Modesto
Hoje cedo me deparei com uma coisa um tanto engraçada. Sério: o que fazia uma foto do Ozzy Osbourne na primeira página de um jornal de interior? A matéria falava sobre o lançamento de seu livro no Brasil, intitulado Eu sou Ozzy e publicado pela editora Benvira.
Muitas histórias cercam a figura de John Michael Osbourne. Da infância difícil às mordidas em morcegos, passando pela criação do heavy metal, a parceria com outros grandes artistas, até o reality show exibido na MTV, a transformação de John em Ozzy foi também um salto da vida comum para o plano da lenda… Mas o quanto terá custado tudo isso? Não seria essa vida uma tragédia casual, com um possível – apesar de improvável – final de conto de fadas, com o reconhecimento do herói culminando em um salto definitivo para o plano do mito?
Apesar do som pesado e da atmosfera sombria, o “Príncipe das Trevas” sempre se considerou um palhaço. Seu trabalho não era outro que não divertir as pessoas. E não se enganem os que consideram isso uma banalidade. A alegria é coisa rara. E séria.
Sem comparações em termos de estilo musical, talvez haja nas terras de cá uma figura semelhante. Do início dOs Mutantes até o seu maior reconhecimento, testificado pelo recente filme Loki, Arnaldo Baptista mostra uma capacidade de trabalho com diversos motivos, que surpreende ao mesclar a dor mais profunda com um toque de humor. A primeira faixa do disco Loki é uma prova disso. Passando pelo reconhecimento das causas de sua própria dor (Venho me apegando ao passado \ em ter você ao meu lado\ Não gosto do Alice Cooper\ Onde é que está meu Rock ‘n’ Roll?), e revelando-as sem o medo do ridículo. “Eu não estou nem aí pra morte, não estou nem aí pra sorte, eu quero mais é decolar toda manhã”.

Arnaldo Baptista é, provavelmente, mais “malandro velho” do que “loki”, ou o Loki mitológico, mas não deixa de assustar quando mostra uma verdade, um sentimento, escancarando-os e colocando-os próximo demais de nosso rosto, e colocando a orquestra do circo para encerrar a conversa. Essa é uma amostra da sensibilidade insuportável; o sentir o pulso de todos os tempos e, diante disso, compreender-se humano.
Para encerrar minha lista de clowns, trago uma figura talvez inesperada. Sua verdadeira história de vida já se encontra em um plano de semi-lenda, transcrita por vários e vários biógrafos (ou diria romancistas?). Mas o fato é que alguma operação mágica ocorreu quando Ronald passou a ser reconhecido como J. R. R. Tolkien.
Ser picado por uma aranha na infância, a participação na I Guerra Mundial, o intenso estudo de línguas estranhas como o islandês e o anglo-saxão, a morte de amigos próximos; a vida com um único amor, imortalizado na figura de Lúthien; a convivência com os não menos lendários C. S. Lewis, Charles Williams e Owen Barfield; a devoção ao catolicismo, o amor ao seu país; tudo isso são tentativas de entender, e talvez mitificar, o homem que escreveu a obra literária de maior repercussão no século XX, O Senhor dos Anéis. O mais estranho e perturbador no caso de J. R. R. Tolkien é que ele próprio era um criador de mitos.
Um dos elementos que mais impressionam em sua obra é a capacidade de misturar o cômico e o trágico, sem, contudo, lançar-se à ironia niilista, algo muito mais em moda no seu tempo. Por causa disso, Tolkien sempre correu o risco de ser afastado do mundo adulto. Os velhos não admitem humor.
Dessas três figuras, o que mais chama a atenção é a consciência de seu papel de artista como veículo de uma alegria que talvez nem eles mesmos sentissem. A comparação óbvia e quase clichê é a figura do palhaço triste. Mas existe a arte de dominar a própria tristeza e convertê-la em algo maior. Mas algo que não é só para si, para tornar a vida suportável. É a arte de transformar a própria dor na alegria do outro; sem exigir piedade. Sem morrer no escárnio e na ironia. Sem deixar aquele gosto amargo. É um impulso constante de reconstrução sobre os escombros… não me espanta que não envelheçam.
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Post publicado anteriormente no Ideias Modestas.
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Adeus Paulo Moura
por André Modesto
Essa semana o Brasil perdeu um dos maiores representantes de sua música, o clarinetista Paulo Moura. O músico tocou ao lado de grandes personalidades como Tom Jobim, Elis Regina, Milton Nascimento, Nat King Cole e atuava como intérprete e compositor. À primeira vista, talvez se esperasse pouco da figura simpática e simples que subia ao palco, mas seu virtuosismo técnico e a extrema sensibilidade musical elevavam suas interpretações ao nível do sublime.
Uma de suas parcerias mais recentes e notáveis foi com o violonista gaúcho Yamandú Costa, que gerou o disco El negro del blanco , que reúne obras de diversos compositores brasileiros e da América Latina, além da faixa título composta por Yamandú.
Quem quiser maiores informações sobre esse maravilhoso artista ou sobre o disco citado, pode conferir nos seguintes endereços:
http://www.biscoitofino.com.br/bf/cat_produto_cada.php?id=95
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Tags: clarinete, Música, Paulo Moura, Yamandú Costa
13 de julho – Dia Mundial do Rock
Hoje, 13 de julho, é comemorado o Dia Mundial do Rock \m/. A KISS FM que nasceu nesse mesmo dia, há 9 anos, não poderia deixar essa data passar em branco.

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Tags: Dia Mundial do Rock, KISS FM, Música
Aonde foi o QI do Roger?
por André Modesto

Qualquer pessoa que se esteja ligada ao universo da música pop ou, para quem prefere outro rótulo, à cena do rock nacional, já deve ter ouvido falar do lendário QI de Roger Rocha Moreira, mais conhecido como “o Roger do Ultraje”. A cada entrevista ou aparição que ele faça é comum que as pessoas perguntem “Como é ter um super QI?”, ou coisas do tipo. Certa vez, quando era entrevistado pela Luisa, o músico até brincou, dizendo que parecia até que ter um QI alto parecia uma espécie de super poder, mas não era nada disso. Diante dessa situação, uma pergunta jamais pronunciada reverbera: O que Roger faz com seu QI?
Essa é uma pergunta especialmente intrigante para aqueles que, por quaisquer motivos que sejam, não gostam do Ultraje a Rigor. Afinal, era de se esperar que alguém tão inteligente compusesse, no mínimo, sinfonias, concertos, óperas e não cantasse sobre uma galinha chamada Marylou!
Vamos, então, tentar investigar o polêmico caso Roger:
Segundo a mãe de todo conhecimento moderno, leia-se Wikipédia, Roger Rocha Moreira nasceu em São Paulo no dia 12 de setembro de 1956. Creio que seria deveras tendencioso de minha parte acreditar que a partir da própria data de nascimento, já se poderia adivinhar que certa configuração celeste ou intervenção divina contribuiriam para a formação do futuro gênio, pois outras personagens ilustres também compartilham dessa data de nascimento, por exemplo: Álvares de Azevedo, o ex-presidente Juscelino Kubitschek, o cantor Geraldo Vandré (autor de Para não dizer que não falei de flores) e, humildemente, o autor desse blog. Se imaginarmos que uma semelhante configuração celeste se estende para os dias 11 e 13 de setembro, encontramos a data de nascimento do escritor inglês D. H. Lawrence e do filósofo alemão Theodor Adorno no dia 11; e do ator e apresentador brasileiro Antônio Abujamra e do genial compositor Arnold Schönberg no dia 13.
Contudo, há aqueles que não acreditam em astrologia e pensam que tudo isso é, de fato, uma grande bobagem. Para estes, devemos encontrar respostas mais convincentes sobre o direcionamento da criatividade e inteligência do cantor.
Roger estudou até o terceiro ano de Arquitetura na Universidade Mackenzie, formou-se em Inglês pela Universidade de Michigan, nos EUA, foi professor de inglês, passou por diversos conservatórios e toca guitarra e flauta. Além de suas habilidades de multi-instrumentista, devemos considerar, também, sua grande habilidade linguística, para não dizer poética, na criação de trocadilhos, especialmente, aqueles de cunho sexual.
Entretanto, talvez o seu feito mais genial tenha sido explorar temas não tão comuns na poesia da música brasileira, ou ainda, mesmo que a raridade desse tema não seja verdadeira, é admirável sua habilidade em compor verdadeiros hinos para as situações comuns. Vamos tentar ilustrar a situação com alguns exemplos:
Graças à famosíssima Rede Globo, o brasileiro adquiriu o hábito de assistir a novelas. Graças à pouca criatividade de alguns roteiristas vira e mexe temos uma novela que se passa na praia. E qual a trilha sonora perfeita para tal? “Agora, nós vamos invadir sua praia!”
Outra ocasião: uma reportagem no Fantástico sobre ciúme e logo vem um “mas eu me mordo de ciúmes!” Nesse caso, Roger teria ainda uma concorrência, se não me engano, com a música da banda Raça Negra – cujo destino me é completamente desconhecido – e seu refrão que tinha muito para ficar, mas felizmente só é possível ser encontrado nas profundezas da memória: “Mas é ciúme, ciúme de você, ciúme de você, ciúme de vocêêêê!”
Essa outra musica seria bastante proveitosa em outros contextos para falar das misérias de nossa nação, de nossa imagem para o exterior, do país dos banguelas etc. No entanto, ela também se encaixa na voz do baluarte da gramática normativa que nos ensina que “A gente somos inútil” é errado, e o correto seria ou “Nós somos inúteis” ou “A gente é inútil”, visto que a expressão “a gente”, embora introduza uma ideia de coletividade, de pluralidade, de multiplicidade, exige que o verbo seja conjugado na terceira pessoa do singular.
Outra coisa, menos comum na TV, mas que parece ter sido incorporado à linguagem cotidiana é a expressão “Pelado, pelado, nu com a mão no bolso” ou qualquer variante que dela possa surgir.
Isso, só para não falar de “SEXO”!
E, por fim, temos que dar o braço a torcer para o fato de que Roger deu forma a toda a expressividade de um dizer tão corriqueiro, dando voz aos nossos anseios mais íntimos de falar abertamente a todos os políticos, ou mesmo àquelas pessoas próximas tão pouco admiráveis, tudo aquilo que temos vontade:
‘Cês me desculpem o palavrão
Eu bem que tentei evitar
Mas não achei outra definição
Que pudesse explicar
Com tanta clareza
Aquilo tudo que agente sente
A terra é uma beleza
O que estraga é essa gente
Filha da puta!
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Tags: Música, Roger, Ultraje a Rigor
Legião Urbana animada
Leonardo Amaral do Peixe Aquático é, como ele mesmo diz, um cara desocupado que acha que sabe desenhar. Bom pra mim ele é muito criativo e excelente em animação. Estava eu no Youtube atrás de alguma coisa interessante para postar aqui no Papos quando me deparei com a música “Faroeste Caboclo” animada. Confesso, chorei de rir. De lambuja ainda tem “Eduardo e Mônica”. Parabéns ao Leonardo, excelente trabalho. E quem quiser ver mais um pouco, clica aqui.
Faroeste Caboclo
Eduardo e Mônica
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Tags: animação, Legião Urbana, Música
Gênios
2010 é, ou está sendo, um ano um pouco diferente. Bom, como todo mundo sabe, nesse ano temos Copa do Mundo e Eleições, dois grandes eventos que prometem agitar a grande mídia brasileira e mundial, ou melhor, não prometem, já estão agitando. Porém, 2010 teve outras coincidências bastante interessantes, e é exatamente delas que eu gostaria de falar.
A primeira coincidência é sobre os Beatles, isso mesmo, há 40 anos a maior banda de todos os tempos encerrava suas atividades, para o desespero de milhões de fãs em todo o mundo. Se eles já não se aguentavam mais, isso realmente não me interessa, o mais importante foi que esse quatro rapazes de Liverpool deixaram um legado que jamais será esquecido e que ainda fará fãs por muitas gerações. Abaixo vocês conferem um trecho da última vez em que os Beatles tocaram juntos, no telhado da Apple Records, gravadora da banda.

Já a segunda e a terceira coincidências eu não consegui ver nenhuma vez ao vivo, mas tive o prazer de viver e ser um de seus fãs, nos momentos em que eles foram mais geniais. Ayrton Senna e Renato Russo, se estivessem vivos, completariam 50 anos nesse ano de 2010.
A lembrança mais viva que eu tenho do Ayrton vem do grande prêmio do Brasil de 1993, quando eu me vejo na sala da casa dos meus avós, juntamente com meu tio, o tema da vitória tocando e todo mundo comemorando como se o Brasil tivesse feito um gol na final da Copa. Claro que me lembro de outras coisa dele antes de 93, mas é que essa passagem me marcou bastante, além é claro do inesquecível 1 de maio de 1994, quando vi meu pai chorar a perda de seu herói e percebi que ele também havia sido um herói pra mim.

A Legião Urbana veio um pouco depois, quando comprei Que País é Esse? e como quase todo garoto da minha época, me encantei por Faroeste Caboclo e gastava o CD de tanto ouvir a mesma música só pra tentar decorá-la. Isso foi um pouco depois que o Renato Russo morreu. Eu também já conhecia algumas músicas da Legião, mas a minha admiração ficou ainda maior depois desse fato. Hoje eu já decorei Faroeste assim como tantas outras e vez ou outra ainda me surpreendo com tamanha genialidade que ainda encontro nas palavras de Renato Russo.

Grandes gênios devem ser sempre lembrados. Esse post é apenas uma pequena homenagem.
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Tags: Ayrton Senna, Copa do Mundo, eleições, Legião Urbana, Música, Renato Russo, The Beatles

agosto 4th, 2010
Tiago Pereira










